Autoconhecimento: Qual é o seu Diagnóstico?

Com a publicação da semana passada, recebemos e-mails de pessoas curiosas sobre as graduações de autonomia Self-Aware, Full Self-Aware e Senior Self-Aware que utilizamos aqui na Moksha Potencial.

Nada de sobrenatural.

Essa classificação é apenas uma ferramenta que utilizamos para que o cliente que chega inseguro quanto ao seu autoconhecimento se situe em sua caminhada em direção à almejada autonomia. Ele investe tempo, esforço, energia em se reconhecer um indivíduo autônomo, ativo, participante, seguro, consciente de seus riscos, de suas escolhas e senhor de seu sucesso; então, nada melhor do que se sentir orientado por milestones em sua caminhada.

Nós enumeramos 10 perguntas no post anterior (dentre muitas possíveis) que fortalecem o autoconhecimento. Podemos relembrá-las:

  1. Como o mundo funciona e como viver melhor nele?
  2. O que eu tenho de melhor?
  3. O que me faz feliz?
  4. Estou maximizando meus talentos e trabalhando meus pontos fracos?
  5. Qual a minha essência e onde me sinto melhor?
  6. Estou no caminho certo?
  7. Tenho clareza das lacunas em relação ao meu trabalho?
  8. Aonde quero chegar?
  9. Tenho um plano de desenvolvimento estruturado?
  10. Qual a minha visão de futuro?

Citamos, também, que um bom processo de coaching é capaz de dar as ferramentas necessárias para atingir o autoconhecimento. Dentre elas, comentamos sobre as graduações Self-Aware, Full Self-Aware e Senior Self-Aware. Elas não são um segredo, são um meio que utilizamos para facilitar o crescimento do coachee no processo de fortalecimento de seu posicionamento diante de seu objetivo. Observe:

ExclamaçãoSelf-Aware

É o grau daquele que atingiu o nível mínimo de autoconhecimento. O indivíduo Self-Aware:

  • É capaz de entender suas principais características;
  • Entende o que o motiva, o que não quer, o que quer, qual caminho pode/deve seguir, onde deve investir;
  • Detém certo grau de independência para tomar decisões;
  • Mas ainda é um orientando.

 

ExclamaçãoExclamaçãoFull Self-Aware

É um passo à frente na estrada do autoconhecimento. O indivíduo Full Self-Aware:

  • É capaz de, além das compreensões do Self-Aware elaborar um planejamento de curto médio e longo prazos;
  • Dominar suas crenças e valores a partir do estudo de estratégico de sua essência;
  • Deter um bom grau de independência para tomar decisões claras sobre o que é melhor para si.
  • Na maior parte das vezes, é um orientando, mas também é capaz de ser um orientador.

 

ExclamaçãoExclamaçãoExclamaçãoSenior Self-Aware

É o grau de quem, pode-se assim dizer, detém autonomia sobre si mesmo. O Senior Self-Aware é o indivíduo que:

  • Não tem dúvidas sobre o que ameaça a sua ética;
  • É capaz de decidir com a clareza necessária o que é melhor para si, sem que impacte de forma agressiva aos seus semelhantes;
  • É um orientador, embora tenha a consciência de que há momentos em que é necessário ser um orientando.

E você, qual é o seu grau de autonomia? Se ainda não parou para pensar, leia as perguntas acima e responda com sinceridade. Anote suas respostas. Depois observe as graduações e dê seu diagnóstico.

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smile

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Self-Aware: Quando o Autoconhecimento é Fundamental para o Sucesso

Você se autoconhecendo. Moksha Potencial.
“Um bom processo de coaching é capaz de dar a você as ferramentas necessárias para atingir o autoconhecimento.”

Quem não parou, ao menos uma única vez, para pensar sobre o que é sucesso e analisar sua própria caminhada para entender, “de zero a dez”, onde se está e onde poderia estar nessa trajetória? Entender o que é sucesso, um conceito subjetivo, é entender de alguma forma onde se quer chegar para se sentir pleno em algum empreendimento pessoal, profissional, coletivo, e por aí vai.

De acordo com o fundador e presidente da Etalent, Jorge Matos, “quando se trata de carreira, deixar de investir em autoconhecimento é arriscar 20% das chances de sucesso”. O ponto fundamental é que, conhecendo suas características e comportamentos, se a pessoa estiver determinada a investir na busca por uma atividade alinhada ao que tem prazer e habilidades, a possibilidade de ser feliz e trabalhar com mais prazer é muito maior. Como sempre defendo, o primeiro passo é o Autoconhecimento.

Em entrevista à Camila Pati, da EXAME.com, Jorge Matos sugere 10 perguntas importantes para o fortalecimento do autoconhecimento:

  • Como o mundo funciona e como viver melhor nele?
  • O que eu tenho de melhor?
  • O que me faz feliz?
  • Estou maximizando meus talentos e trabalhando meus pontos fracos?
  • Qual a minha essência e onde me sinto melhor?
  • Estou no caminho certo?
  • Tenho clareza das lacunas em relação ao meu trabalho?
  • Aonde quero chegar?
  • Tenho um plano de desenvolvimento estruturado?
  • Qual a minha visão de futuro?

Essas dez perguntas certamente são capazes de montar um cenário eficiente de pesquisa e avaliação, para um resultado realmente eficaz. Mas nem todo mundo tem a facilidade e disciplina necessária para fazer essa análise (ou, mesmo, paciência, não é?). É aí que entra o Coach. Um bom processo de coaching é capaz de dar a você as ferramentas necessárias para atingir o autoconhecimento. Aqui na Moksha Potencial nós trabalhamos com 3 níveis fundamentais de autoconhecimento: Self-Aware, Full Self-Aware e Senior Self-Aware. Mas esse é um assunto para um próximo post.

Não deixe de ler à matéria fonte. Mas quando precisar, pode entrar em contato com a gente: https://mokshapotencial.wordpress.com/contatos/

Um abraço!

(FONTE: Artigo. 10 perguntas essenciais para fortalecer o autoconhecimento. EXAME.com. http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/10-perguntas-essenciais-para-fortalecer-o-autoconhecimento)

Nós e os barcos

IMG_20150213_081817594-2Amigos,

Num dia desses ao me dirigir a um de meus clientes, que fica localizado perto de um atracadouro de barcos na zona sul, resolvi parar e observar os barcos por alguns minutos, fazendo um pouco de higiene mental, tranquilizando meus pensamentos naquela hora.

Observando por alguns instantes, pude ver vários tipos de embarcações. Uns bem velozes, outros mais devagar, mas seguindo sempre e até um barquinho afundado. E naquele momento, como se meus pensamentos estivessem também navegando, fiz uma breve analogia entre nós pessoas e os barcos que estavam ali.

Percebi que há pessoas muito rápidas e focadas como lanchas de competição. Lembrei de pessoas que nas indecisões da vida, são como os barcos a vela que são levados pelo simples sabor do vento, sem saber exatamente qual será o seu destino.

E ao concluir minha boba comparação, vi um barquinho afundado, que me lembrou de pessoas que deixam seus sonhos, metas e objetivos afundarem na indecisão, na inércia, na depressão, e na morte, quando o barco se atira contra as pedras e vem a afundar!

Então convido você a avaliar que tipo de embarcação você tem sido!

Perguntaria se está cuidando bem do seu motor, tratando da sua saúde física, mental e espiritual (sem cunho religioso). Se está mantendo o casco pintado e com boa manutenção, que seria tratar bem da sua imagem pessoal, evitando exageros, como vemos em iates que são a representação da pura ostentação. Mas que sejamos como aqueles barcos simples e bem tratados que gostamos de ver. Além disso saber de algo muito importante, que tipo de combustível você coloca na sua embarcação? O que você hoje traz para seu corpo, e o que alimenta a sua motivação de seguir pelo “mar de oportunidades”?

E para fechar um último e não menos importante, a bússola!

Você sabe para onde quer ir? O que você quer? Já viu se está funcionando corretamente avaliando se pode chegar lá e se o seu barco tem potencia e capacidade de chegar ao seu objetivo/ destino?

E para encerrar, gostaria de deixar uma sugestão de leitura, o livro a estratégia do oceano azul, onde o autor demonstra que você pode comparar o oceano a um mar de oportunidades a ser explorado.

Fico por aqui marinheiro e marinheira,

Nos encontramos pelos piers da vida.

Grande abraço,

Alexsander Sena

Motivação em tempos difíceis

marketingcustozero.com.brQuando os planos se concretizam, as metas são alcançadas e tudo vai bem a motivação tende a estar alta.   A energia flui e tudo parece caminhar como o previsto  (ou melhor). Mas… e em tempos difíceis? Como se manter motivado e focado? Essa é uma tarefa árdua principalmente quando a política e o país parecem caminhar na direção errada. Corrupção, saúde pública precária, desemprego, dentre outros problemas assolam a motivação da população brasileira.Quando tudo vai mal no campo individual, a situação externa parece abafar mais ainda o impulso interno que nos leva a ter ações e pensamentos positivos. Interagir de forma positiva com o ambiente, olhar além do problema e encontrar a esperança necessária para seguir se faz fundamental para obter momentos felizes. A recompensa por continuar firme em seus objetivos (mesmo quando tudo parece não caminhar) é a felicidade e o alívio do “dever cumprido”. Portanto, aprenda com seus erros, siga na direção dos seus sonhos, realize atividades que façam você feliz e ao final, comemore suas conquistas para ter consciência dos resultados obtidos.

A melhor forma de começar? Estabeleça metas!

Lembre-se que indivíduos motivados permanecem na realização de suas metas até atingirem seus objetivos. Inicialmente podem ser metas simples para que você veja, sinta e constate que pode conseguir. Sua motivação aumentará gradativamente e os pensamentos serão cada vez mais positivos.

Quanto ao país, continuamos torcendo para que caminhe na direção da ética e do constante aprendizado e que tudo melhore em todas as esferas, principalmente nas que influenciam positivamente no quadro de problemas apresentados.

Camilly Gabry

“Mens Sana in corpore sano”

A citação em latim significa “uma mente sã em corpo são” e foi feita pioneiramente pelo filósofo romano Juvenal. A frase, derivada da Sátira X, é parte da resposta ao que as pessoas deveriam desejar da vida. Sua principal intenção foi mostrar aos cidadãos romanos que em uma oração se deve pedir saúde física e espiritual.

Mens Sana In Corpore Sano

Hoje, a Universidade de John Hopkins traz a explicação bioquímica que faltava para que não restasse mais dúvidas: corpo e mente podem se auxiliar, se complementar ou se arruinar.

Segundo a revista “Procedings of the National Academy of Sciences”, a mesma proteína que atua na saúde mental também mantém a vitalidade do músculo cardíaco. Experimentos com camundongos evidenciaram que a proteína também ajudou a manter a capacidade do coração de contrair e relaxar corretamente. Em contra partida, o estresse físico ou crônico pode levar à sua disfunção.

O cenário atual explicita uma desordem psicológica em que as patologias mentais se mostram como um dos mais sérios problemas de saúde pública.

O que se vê, são diversas “receitas” de como manter a saúde mental, mas é preciso ir além e exercitar a mente para o fortalecimento da resiliência, da criatividade e para adquirir maior senso de perspectiva.

É evidente que uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos ajudam muito nesse processo, mas esse é um movimento de fora para dentro. Meu convite é iniciar uma reflexão para se aperfeiçoar de dentro para fora.

A consequência do cuidado com a saúde da mental é viver e trabalhar em nível elevado de consciência e equilíbrio. O coaching atua nesse sentido, fazendo com que cada um que passa pelo processo conheça e identifique o que falta para alcançar sua plenitude.

O que você está esperando para tornar a sua mente sã através do coaching?

Camilly Gabry

 

 

 

 

Controle remoto

Controle Remoto Num dia desses parei para observar como as pessoas vivem hoje em um processo de automatismo em suas vidas. É como se grande parte dos seres humanos fossem aparelhos eletrônicos em que, num apertar de botões, se ligam ou se desligam das coisas, sem que os sentimentos tenham sequer a oportunidade de se expressar. Assim vemos a nova geração de jovens hiperconectados, se comunicando através de dedos e telas ao invés de olhares e palavras ditas através da boca. Percebo a perda real da habilidade de interagir nos jovens, principalmente quando falamos de relacionamentos. Chegará uma hora em que não haverá mais beijos, abraços ou quaisquer tipos de toques, pois eles estarão tão envolvidos em usar a tecnologia para trabalhar, se divertir e se relacionar, que desaprenderão naturalmente tudo o que adquirimos instintivamente e melhoramos até alguns anos.
Assim, depois de falar dos jovens – pois não sei qual sua idade – pergunto: e o que você tem feito pelas suas relações? Você também é mais um que foi engolido pela rotina ou se permitiu justificar a falta de tempo? Vejo famílias se “desmanchando” como um castelo de areia, que com o primeiro bater de uma onda destrói tudo, pelo simples fato dos relacionamentos de hoje não serem construídos no respeito, cumplicidade, carinho, amor, paciência, humildade e muitos outros sentimentos existentes.
Mas você deve estar lendo e se perguntando: mas o que isso tem a ver com desenvolvimento humano? O que isso tem a ver com Coaching? Simplesmente tudo! Pelo simples fato de que nosso desenvolvimento depende e muito de nossos relacionamentos interpessoais e intrapessoais para que alcancemos o tão sonhado equilíbrio em nossas vidas!
Carros, apartamentos, viagens, roupas de grifes, perfumes, e muitas outras coisas que buscamos adquirir, servem para tentar tampar um vazio que objetos inanimados não têm a capacidade de preencher! Mas o carinho, a amizade, o amor, a fé! Ah! Isso sim nos preenche, nos recarrega, nos transborda o ser!
Por isso meu amigo, minha amiga, avalie sua vida e como você está conduzindo seu tempo, para que amanhã o arrependimento não bata em sua porta e crie em você o sentimento de tristeza e vazio! Viva, viva cada minuto, mas de pequenos sentimentos, utilizando o que você tem de melhor para se sentir mais vivo! Sorria para as pessoas, mesmo que elas não reciproquem. Seja gentil e sinta a energia emanada de uma pessoa agradecida. Ajude uma pessoa idosa ou uma criança, ambos frágeis, e sinta a verdadeira emoção que palavras aqui não alcançam. Jogue conversa fora com seus amigos, pois gratuitamente seu estresse diminuirá como num passe de mágica, sem precisar de nenhuma tarja preta para lhe equilibrar e dar sossego. Viva, mas viva sem culpa, pois a culpa é o arrependimento de algo que julgamos ter feito de ruim ou de não ter feito de bom. Saiba ser grato a aqueles que lhe estenderam as mãos no momento que você mais precisou, e que nada pediram em troca, a não ser que você ficasse bem e se recuperasse! Não esqueça de honrar seu pai e sua mãe pois eles, assim como seus filhos são o que você tem de mais sagrado em sua vida, pois foram eles que lhe deram a oportunidade de estar aqui lendo estas palavras!
Enfim, onde está o segredo da felicidade? Está na palavra equilibrar! Equilibrar e administrar o seu tempo para aqueles que lhe são caros e que não querem seu dinheiro, seu carro novo ou sua casa luxuosa, mas sim o bem mais precioso que recebemos, chamado TEMPO! E assim, administrando suas finanças, sua família, sua saúde, suas amizades, seu amor com sua companheira ou companheiro, administrando sua espiritualidade, suas emoções, você será uma das pessoas mais ricas e felizes existentes nesta terra.
E para encerrar deixo aqui um pensamento: nossa vida é passageira por aqui! Para onde iremos? Não sabemos, mas façamos nossa parte para deixar um legado de paz, equilíbrio, alegria e amor!
Alexsander Sena

Interesses corporativos X Interesses pessoais: Não adianta fugir e existe solução!

“Para nos sentirmos necessários e satisfeitos, necessitamos alcançar nossos objetivos e ter o respeito dos outros.”

(Abraham Maslow, 1943)

Se para se sentir necessário e satisfeito o ser humano necessita alcançar objetivos e ter o respeito dos outros; se o profissional é um ser humano e precisa cumprir objetivos e metas para ser reconhecido (ou para não passar por desconhecido); por que a maioria das organizações não conseguem efetividade em suas políticas de atingimento de metas?

As respostas obviamente são muitas e esse já foi o tema de inúmeras apresentações, trabalhos, dissertações, mestrados e doutorados. Mas o nosso papel é olhar com olhos de quem tem compromisso com o conhecimento, com a competência e, em primeiro lugar, com o ser humano. Por isso, vamos começar refrescando a memória, lembrando que já não é nova a discussão sobre a aplicabilidade de modelos de gestão com foco na melhoria do ambiente de trabalho e no comportamento humano. Maslow já dizia, em 1950, que “pessoas não são uma coleção de sintomas, mas acima de tudo, são pessoas”.

Comportamento humano. Isso lembra o corolário de Peter Drucker: “As pessoas são contratadas pelo seu currículo (conhecimento formal, habilidades técnicas e experiências passadas), mas são demitidas pelos seus comportamentos”. Essa é uma constatação que se repete nas pesquisas, mas de fundo behaviorista, portanto, um legado da psicologia nas teorias gerais de administração. Por enquanto, vamos elaborar levantando-se a hipótese de que o comportamento do profissional (do ser humano, certo?) pode na prática estar ligado ao não atingimento das metas das organizações, além de ser – talvez – o fator preponderante de muitos insucessos. Isso dá lastro para o investimento nas competências comportamentais dos talentos de uma organização. Ter essa segurança é o objetivo da ação planejada na gestão de pessoas, considerando a tecnologia que existe em cada colaborador, suas competências, motivações, desmotivações… comportamentos. Isso concilia a prioridade matemática com a humana.

A ação planejada da gestão de pessoas não é independente do que a organização almeja com a sua estratégia. Se a organização deseja dominar um mercado específico em determinado espaço de tempo e com elevados padrões éticos, ela deverá investir em talentos que tenham valores e motivações e condições de responder profissionalmente à altura daquilo que seu planejamento estratégico traçou como propriedades importantes para o sucesso do empreendimento. A capacidade de atingir os objetivos de uma organização passa pela capacidade profissional e, principalmente, comportamental de toda a sua equipe.

Como simples comentário em primeira pessoa, sempre reforço aos meus coachees, mentees, alunos ou colaboradores o conceito de que, assim como nas organizações, cada indivíduo deve ter a sua Missão. Qual é a missão de cada um – aquilo que o inspira a viver e lutar a boa luta de todos os dias, porque, por mais difícil e complexo que se pareça, é apenas algo que precisa ser superado para o cumprimento do seu papel em sua vida – e qual é (ou são) a visão de curto, médio ou longo prazos – aquela forma como cada um quer ser percebido como um agente construtor de um mundo melhor? Confesso que para conseguir isso – de cada membro da equipe ou de cada aluno – preciso aplicar ferramentas que tangibilizem ou, mesmo, materializem as respostas. Só assim conseguimos, juntos, vencer o bloqueio do ser humano em olhar para dentro de si e conhecer-se, se não totalmente, pelo menos um pouco mais. É incrível quando damos um pequeno passo nesse sentido; a impressão que se tem é a de que o mundo muda! Mas vamos evitar divagações e retornar o rumo do assunto.

Se é tão difícil que cada indivíduo (portanto, cada profissional) saiba o que quer, qual sua missão, qual sua visão e, especialmente, saiba relacionar quais são os seus valores, pergunta-se:

Como uma organização pode ter a “arrogância” de criar um programa de cunho humanista, que vise melhorar o ambiente de trabalho e gerir o comportamento de seus quadros; como pode ela investir em competências comportamentais e planejar uma gestão de pessoas, como se ela – a organização – conheça cada um mais do que cada um conhece a si mesmo?

A resposta não é única, pois cada caso é um caso e é por isso que um profissional especializado deve ser contratado. O especialista está preparado para não permitir “as amarras da arrogância” e entender e conciliar motivações cartesianas e materiais com as humanísticas e conscienciais, utilizando-se do elo behaviorista que une ambas as tendências:

  • Observar o contexto geral e particular de cada organização;
  • Entender suas estratégias e valores;
  • Levantar competências necessárias para o atingimento de metas e objetivos;
  • Levantar interesses, estratégias e valores individuais dos colaboradores;
  • Mapear o nível de alinhamento de competências, valores e interesses pessoais e organizacionais;
  • Propor políticas e criar programas que viabilizem a unidade comum, o foco na recompensa final que, assim, será o interesse de ambos.

Trabalhei em uma instituição que tinha um programa intitulado “O que fazer para termos nossos colaboradores mais felizes?”. Era muito bom, mas eu sempre me mantinha alerta para não perder de vista “o que os colaboradores devem fazer para deixar a organização mais feliz, em todos os níveis”.

A gestão de pessoas não trabalha só. Ela trabalha com a organização, em todos os níveis – estratégicos, táticos em seus processos gerenciais e operacionais em suas atribuições -, pois em todos os níveis estão pessoas. Behaviorismo? Psicologia humanista? Administração? Chame do que quiser, mas é gerindo pessoas adequadamente que as organizações mantêm a tecnologia dentro da organização e cumpre seu papel com a sociedade. A conciliação dependerá, também, de você ter o controle de como quer ser percebido, pois “você é a sua melhor marca”.

O gosto da vitória é podermos contar aos nossos netos que participamos desse grande projeto corporativo de fazer pessoas felizes, necessárias e satisfeitas em uma sociedade com alta qualidade de vida.