“Mens Sana in corpore sano”

A citação em latim significa “uma mente sã em corpo são” e foi feita pioneiramente pelo filósofo romano Juvenal. A frase, derivada da Sátira X, é parte da resposta ao que as pessoas deveriam desejar da vida. Sua principal intenção foi mostrar aos cidadãos romanos que em uma oração se deve pedir saúde física e espiritual.

Mens Sana In Corpore Sano

Hoje, a Universidade de John Hopkins traz a explicação bioquímica que faltava para que não restasse mais dúvidas: corpo e mente podem se auxiliar, se complementar ou se arruinar.

Segundo a revista “Procedings of the National Academy of Sciences”, a mesma proteína que atua na saúde mental também mantém a vitalidade do músculo cardíaco. Experimentos com camundongos evidenciaram que a proteína também ajudou a manter a capacidade do coração de contrair e relaxar corretamente. Em contra partida, o estresse físico ou crônico pode levar à sua disfunção.

O cenário atual explicita uma desordem psicológica em que as patologias mentais se mostram como um dos mais sérios problemas de saúde pública.

O que se vê, são diversas “receitas” de como manter a saúde mental, mas é preciso ir além e exercitar a mente para o fortalecimento da resiliência, da criatividade e para adquirir maior senso de perspectiva.

É evidente que uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos ajudam muito nesse processo, mas esse é um movimento de fora para dentro. Meu convite é iniciar uma reflexão para se aperfeiçoar de dentro para fora.

A consequência do cuidado com a saúde da mental é viver e trabalhar em nível elevado de consciência e equilíbrio. O coaching atua nesse sentido, fazendo com que cada um que passa pelo processo conheça e identifique o que falta para alcançar sua plenitude.

O que você está esperando para tornar a sua mente sã através do coaching?

Camilly Gabry

 

 

 

 

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Controle remoto

Controle Remoto Num dia desses parei para observar como as pessoas vivem hoje em um processo de automatismo em suas vidas. É como se grande parte dos seres humanos fossem aparelhos eletrônicos em que, num apertar de botões, se ligam ou se desligam das coisas, sem que os sentimentos tenham sequer a oportunidade de se expressar. Assim vemos a nova geração de jovens hiperconectados, se comunicando através de dedos e telas ao invés de olhares e palavras ditas através da boca. Percebo a perda real da habilidade de interagir nos jovens, principalmente quando falamos de relacionamentos. Chegará uma hora em que não haverá mais beijos, abraços ou quaisquer tipos de toques, pois eles estarão tão envolvidos em usar a tecnologia para trabalhar, se divertir e se relacionar, que desaprenderão naturalmente tudo o que adquirimos instintivamente e melhoramos até alguns anos.
Assim, depois de falar dos jovens – pois não sei qual sua idade – pergunto: e o que você tem feito pelas suas relações? Você também é mais um que foi engolido pela rotina ou se permitiu justificar a falta de tempo? Vejo famílias se “desmanchando” como um castelo de areia, que com o primeiro bater de uma onda destrói tudo, pelo simples fato dos relacionamentos de hoje não serem construídos no respeito, cumplicidade, carinho, amor, paciência, humildade e muitos outros sentimentos existentes.
Mas você deve estar lendo e se perguntando: mas o que isso tem a ver com desenvolvimento humano? O que isso tem a ver com Coaching? Simplesmente tudo! Pelo simples fato de que nosso desenvolvimento depende e muito de nossos relacionamentos interpessoais e intrapessoais para que alcancemos o tão sonhado equilíbrio em nossas vidas!
Carros, apartamentos, viagens, roupas de grifes, perfumes, e muitas outras coisas que buscamos adquirir, servem para tentar tampar um vazio que objetos inanimados não têm a capacidade de preencher! Mas o carinho, a amizade, o amor, a fé! Ah! Isso sim nos preenche, nos recarrega, nos transborda o ser!
Por isso meu amigo, minha amiga, avalie sua vida e como você está conduzindo seu tempo, para que amanhã o arrependimento não bata em sua porta e crie em você o sentimento de tristeza e vazio! Viva, viva cada minuto, mas de pequenos sentimentos, utilizando o que você tem de melhor para se sentir mais vivo! Sorria para as pessoas, mesmo que elas não reciproquem. Seja gentil e sinta a energia emanada de uma pessoa agradecida. Ajude uma pessoa idosa ou uma criança, ambos frágeis, e sinta a verdadeira emoção que palavras aqui não alcançam. Jogue conversa fora com seus amigos, pois gratuitamente seu estresse diminuirá como num passe de mágica, sem precisar de nenhuma tarja preta para lhe equilibrar e dar sossego. Viva, mas viva sem culpa, pois a culpa é o arrependimento de algo que julgamos ter feito de ruim ou de não ter feito de bom. Saiba ser grato a aqueles que lhe estenderam as mãos no momento que você mais precisou, e que nada pediram em troca, a não ser que você ficasse bem e se recuperasse! Não esqueça de honrar seu pai e sua mãe pois eles, assim como seus filhos são o que você tem de mais sagrado em sua vida, pois foram eles que lhe deram a oportunidade de estar aqui lendo estas palavras!
Enfim, onde está o segredo da felicidade? Está na palavra equilibrar! Equilibrar e administrar o seu tempo para aqueles que lhe são caros e que não querem seu dinheiro, seu carro novo ou sua casa luxuosa, mas sim o bem mais precioso que recebemos, chamado TEMPO! E assim, administrando suas finanças, sua família, sua saúde, suas amizades, seu amor com sua companheira ou companheiro, administrando sua espiritualidade, suas emoções, você será uma das pessoas mais ricas e felizes existentes nesta terra.
E para encerrar deixo aqui um pensamento: nossa vida é passageira por aqui! Para onde iremos? Não sabemos, mas façamos nossa parte para deixar um legado de paz, equilíbrio, alegria e amor!
Alexsander Sena

Alavancagem de Carreira pode ser “pedra que rola rio”: “não cria limo!”

Relendo a Revista EXAME ( Editora ABRIL), em sua Edição Especial – “MELHORES E MAIORES 2011 – As 1.000 Maiores Empresas do Brasil”, encontrei uma declaração que há muito vinha esperando de algum executivo de destaque. Trata-se do que disse Oswaldo Melantonio Filho, Presidente da Endered do Brasil, sobre o potencial brasileiro de produzir talentos e mantê-los no mercado. Ele diz:

“A perda de talentos e a dificuldade de repor profissionais podem hipotecar o futuro da companhia”.

Sim, está correto e não é diferente do que constatamos no nosso dia a dia e estudamos nas escolas. No entanto ele dá uma opinião que coincide com a minha preocupação. A seguir:

“No Brasil do pleno emprego, os desafios de atração e retenção aumentam, e a situação se agrava diante das características da chamada Geração Y. Em busca de aceleração da carreira, muitos jovens partem para uma troca mais acentuada de empregos, prática que envolve certo risco. O imediatismo e a visão de curto prazo podem redundar em um salto precipitado, de consequências danosas”.

Com todo o respeito aos que se empolgam com esse critério de exigibilidade da Geração Y (aceleramento da carreira, alavancagem da carreira), é preciso pesar que os riscos são altos tanto para o profissional quanto para o empregador. Aqueles que estão acima da média ou que viram gurus – mesmo com pouca idade – são a minoria e, por mais que tenhamos conhecimento compartilhado e tecnologias preciosas para o domínio de determinado assunto, não podemos esquecer que na maioria dos casos os profissionais são esculpidos pelo tempo.

Em uma era em que não se pode errar – o que já é desumano – em que os profissionais são pressionados a fazer certo, sempre, já da primeira vez, é muito importante que os conhecimentos e habilidades “estejam no sangue” ou “estejam fundidos ao DNA profissional”, do executor ou do executivo. Do contrário, mesmo com toda a argumentação de que inúmeras formas de se mitigar esse risco estão disponíveis às organizações, na hora da aplicação todos os argumentos passam pelo crivo das “necessidades ilimitadas” e dos “recursos escassos”. Ou seja, na teoria é possível, mas na prática se torna muito difícil.

É preciso pensar se essa é uma tendência na economia ocidental ou se a Geração Y se faz presente, também, entre os orientais – especialmente entre indianos e asiáticos -, pois o Brasil não pode perder tempo reaprendendo, retrabalhando ou interrompendo projetos. Caso isso aconteça, o país do pleno emprego contratará mão de obra estrangeira por não ter competência para formar seu próprio quadro de talentos, além de potencializar ainda mais a escassez dos recursos.

É preciso pensar em políticas de gestão que respeitem a cadeia de formação e retenção de talentos, considerando o ser humano tal como ele é: um indivíduo que deve compartilhar o conhecimento, mas que vive para aprender; que possa ser meritocraticamente gerido, mas que trabalha para viver e não vive para trabalhar; que deve dar ao seu país e à sociedade o que se espera, mas que recebe a sua contrapartida: infraestrutura de saúde, segurança e educação, aliada ao conhecimento e experiência que formarão a sua essência no decorrer de sua longa jornada.

Por isso, sempre que penso ou converso sobre esse assunto, eu me lembro de uma lição que minha avó (Dona Carmelita) me deu há muitos anos e que há muito serve para que os profissionais pensem sobre o concluir suas missões e para que as organizações pensem sobre diminuir os gaps de talentos:

“Pedra que rola o rio não cria limo”.